Governo do Distrito Federal
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Planta da cidade de Goiás

 

 Apresentação/Leitura paleográfica

 

 

 

 

Nos idos de 1867, durante os primeiros anos dos conflitos relacionados à Guerra do Paraguai, o governo imperial brasileiro percebeu quanto era pouco cartografado as vastidões do território dos sertões, principalmente dos caminhos por terra que levava às províncias que faziam parte da fronteira Oeste do Império brasileiro, Mato Grosso e Goiás.

 

Portanto, um dos primeiros problemas a serem enfrentados pela força de guerra do Brasil era em relação à cartografia: fazer o levantamento do que já existia bem como elaborar novos mapas que ajudassem na circulação de tropas e de informações.

 

Um exemplo dessa dinâmica para a cartografia foi, “a chamada Força Expedicionária, liderada por Alfredo d’Escrangnolle Taunay que, pela primeira vez, mapeou e reconheceu oficialmente o caminho por terra ligando o litoral paulista ao território paraguaio, na região em que hoje se localiza grande parte do território do estado do Mato Grosso do Sul”.1

 

Consideramos que a presente “Planta da Cidade de Goyaz”, copiada em 1867 de um exemplar do Arquivo Militar da Corte pelo engenheiro militar Capitolino Peregrino Severiano da Cunha, foi elaborada para subsidiar os conhecimentos do território e das cidades dos sertões no contexto da Guerra do Paraguai.

 

Leitura paleográfica:

 

Planta da Cidade de Goyaz

Archivo Militar, 1° de Outubro de 1867.

Confere, Archivo Militar da Côrte, 2ª Secção, 1º de Outubro de 1867.

M.el F. C. de Oliv.a Soares

T.e C.el Chefe da 2ª Secção.

Copiada pelo Cap.m de E. M. de 1ª C.e B.el Capitolino Peregrino Severiano da Cunha

Legenda:

  1. Cathedral
  2. Palacio do Governo
  3. Thesouraria Geral
  4. Igreja da Bôa Morte
  5. Quartel
  6. Chafariz
  7. Cadêa
  8. Ordem 3ª de S. Francisco
  9. Igreja do Rosario
  10. Carmo
  11. N.S da Abbadia
  12. Cemiterio
  13. S.ta Barbara
  14. Palacio do Bispo
  15. Caza dos Educandos
  16. Fonte da Agôa férrea
  17. Thesouraria Províncial
  18. Paço da Assemblea
  19. Matadouro
  20. Artigos Bellicos
  21. Lycêo
  22. Caza da Polvora
  23. Enfermaria
  24. Carioca
  25. Mercado
  26. Hospital de S. Pedro de Alcant.ra
  27. Theatro
  28. Barreira do norte
  29. Fabrica
  30. Chacara do Padre Arnaldo

Referências:

 

1 – CAVENAGHI, Airton José. Uma guerra, dois mapas e duas fotografias. O sertão do noroeste paulista e a aventura do registro iconográfico ao final do século XIX. Proj. História, São Paulo, (32), p. 191-219, jun. 2006. Disponível em: <http://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/download/2424/1514>.

Fonte – Arquivo Histórico do Exército

Medidas – 48 cm × 37 cm.

Localização – CO-GO-10.01.3699

Data – 1867

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