Governo do Distrito Federal
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22/09/12 às 11h40 - Atualizado em 13/12/18 às 17h21

ArPDF ministra “aulas passeio” no Núcleo Bandeirante

Os estudantes de seis turmas do 3º ano do Centro de Ensino Médio 01, do Núcleo Bandeirante (CEMNB), foram surpreendidos por uma aula bem diferente na última segunda-feira (22). Pela primeira vez eles tiveram oportunidades de conhecer, a fundo, detalhes sobre o princípio da construção de Brasília, assim como acesso a informações preciosas das primeiras cidades do entorno que foram aparecendo com o surgimento da nova capital, entre elas o Núcleo Bandeirante e a Candangolândia.

“Uma pena que só agora, quando estamos de saída, é que tivemos chance de conhecer essa iniciativa”, lamentou Larissa Rodriguês, 16 anos, aluna do 3º ano da escola, uma das mais animadas da turma. “Mas vamos torcer para que aqueles que ficarem aproveite muito essa ideia”, disse.

As palestras foram ministradas no auditório da escola pelo superintendente do ArPDF, Gustavo Chauvet, e o Coordenador de Educação e Cultura, do órgão, Guilherme França. Após a exibição de fotos que retratam as primeiras obras da Candangolândia e a vida social da Cidade Livre, como era chamado inicialmente, o Núcleo Bandeirante, os dois representantes do ArPDF conduziram um grupo de aproximadamente 120 estudantes, por pontos turísticos históricos da cidade como a região da Metropolitana (local onde foi instalado, ainda em 1956, o alojamento dos primeiros operários que trabalharam na construção do aeroporto), o Catetinho e a Fazenda Gama.

As aulas passeios surtiram efeito positivo no grupo de estudantes e professores da instituição de ensino. Tanto que os temas abordados serão usados nas próximas avaliações de História e Geografia da turma ainda este ano.

“A partir de 2013 já será obrigatoriedade, nas escolas, desenvolvermos atividades e trabalhos tendo como tema a Lei da Maria da Penha”, contou a professora de História, Sêmea Assaf, uma das quatro educadoras do CEMNB que se envolveram diretamente com o projeto do Arquivo Público. “Os alunos que participaram desse encontro ficaram tão entusiasmados e nós professores também, que estamos pensando em adotar o tema como disciplina”, salientou.

Colega de Sêmea Assaf no CEMNB, mas com especialização em filosofia, o professor Eronildo Santiago não descarta a hipótese de turbinar o currículo escolar com o tema e endossa o coro para que a sugestão não fique apenas na conversa. “É incrível, mas até nós professores conhecemos pouco sobre a história da cidade em que vivemos”, admitiu. “Foi um dia de muito aprendizado, com informações que enriqueceram o nosso conhecimento sobre Brasília e as cidades que surgiram junto com ela”, festejou.

Roteiro educativo – Realizadas na parte da manhã e da tarde, as duas “aulas passeio” conduzidas pelo ArPDF levaram os estudantes do Centro de Ensino Médio do Núcleo Bandeirante a lugares simbólicos do surgimento da cidade como a Capela Nossa Senhora Aparecida, o Centro de Ensino Fundamental Metropolitana, uma das primeiras escolas públicas de Brasília tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Distrito Federal.

“Os alunos puderam observar as características originais de uma construção de madeira”, observou Guilherme França, do ArPDF.

Na sequência, o superintendente do ArPDF Gustavo Chauvet e o Coordenador de Educação e Cultura do órgão expuseram a importância histórica da Fazenda Gama e do Catetinho, o último, oficialmente a primeira residência do presidente Juscelino Kubistchek em Brasília.

Para a estudante Raquel Moraes 18 anos, passeios como esses organizados pelo ArPDF é um convite delicioso para aprender a história de Brasília. Moradora de Vargem Bonita, região localizada próxima ao Catetinho e à antiga sede da Fazenda Gama, ela se surpreendeu com a quantidade de informações adquiridas com a visita.

“Eu já conhecia o Catetinho, mas essa nova visita me fez conhecer melhor sobre a história de Brasília e de JK, tinha coisas que eu nem sabia, mesmo morando tão perto”, revelou.

“O que foi simbolicamente importante nessa aula passeio foi o dia em que ela ocorreu, ou seja, 22 de outubro, mesmo dia em que começaram as obras de construção do Catetinho, há exatos 56 anos”, salientou Gustavo Chauvet, que pretende organizar junto com sua equipe do Arquivo Público, novos encontros educativos no próximo mês de novembro.

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