Governo do Distrito Federal
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Carta do estado de Goiás

 

Apresentação/Leitura paleográfica

 

 

 

Mapa organizado em 1902 pelo importante professor de Geografia e de Aritmética, Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, da cidade de “Goyaz”, então capital do estado de Goyaz. Estudioso e pesquisador, notabilizou-se na área de Matemática e do estudo da língua portuguesa, principalmente após a publicação do clássico “Dicionário analógico da língua portuguesa”, impresso postumamente e em sua homenagem. É também autor do “Annuario Histórico Geographico e Descriptivo do Estado de Goyaz” que “tanto sucesso fez no começo do século XX pela agudeza de seus escritos e o acerto de suas pesquisas, inclusive geográficas, o que era incomum àquele tempo. Foi um interessado pesquisador das possibilidades da Geografia goiana há mais de cem anos”.1 Neste “Annuário”, consta em anexo a reprodução deste mapa.

 

Contratado como “engenheiro” – agrimensor – pelo governo de Goiás, teve a chance de visitar e conhecer melhor a geografia do “Estado de Goyaz”, estudos que lhe permitiram levantar várias informações para a elaboração do mapa aqui apresentado. Segundo seu filho, “à medida que percorria o estado, colhia dados sobre suas características geográficas. Isto lhe permitiu elaborar a ‘Carta do Estado de Goyaz’, o primeiro documento dessa natureza de que se tem notícia”.2 Supomos também que, como professor de Geografia, o mapa consolidou suas pesquisas bem como servia de material didático.

 

Segundo nossas pesquisas, é o primeiro mapa de Goiás elaborado após os trabalhos da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil e da Comissão de Estudos da Nova Capital da União. É possível constatar que os erros na cartografia da região goiana visitada pelas duas Comissões Cruls (Cf. neste GUIA o artigo: “A Cartografia das duas Comissões Cruls para a construção da nova capital no Planalto Central” p. 232) foram corrigidos levando em conta os trabalhos destas, fato confirmado também porque no mapa consta o quadrilátero com os dizeres: “Distrito Federal”.

 

Além disso, é sabido que as pesquisas do professor Francisco Azevedo eram conhecidas pelo Observatório Astronômico do Rio de Janeiro, do qual recebeu homenagem por investigações no campo da Matemática. Portanto, é possível supor que tenha acessado os resultados dos levantamentos cartográficos das comissões que vieram para o Planalto Central do Brasil e que ficaram naquele observatório, como também por meio dos RELATÓRIOS e ATLAS, publicados.

 

Impresso, monocromático, com nota explicativa, com legenda, com rosa dos ventos, escala 1:2.000.000, papel canson telado.

 

Leitura paleográfica:

 

Carta do Estado de Goyaz organizada em 1902, pelo Agrimensor Francisco Ferreira dos Santos Azevedo.

Planta da Capital

Legenda

A – Palacio do Governo

B – Matriz

C – Egreja de N.S da Bôa Morte

D – Quartel da força Federal

E – Cadeia

F – Collegio S. Anna

G – Correio

H – Faculdade de Direito

I – Egreja de S. Francisco de Paula

J – Mercado

K – Asylo de S. Vicente de Paula

L – Delegacia Fiscal

M – Quartel do Corpo de Policia

N – Theatro de S. Joaquim

O – Egreja de N. S. do Rozario e convento dos Dominicanos.

P – Senado Estadoal

Q – Secretaria de Finanças

R – Egreja de N. S d’Abbadia

S – Hospital de S. Pedro de Alcantara

T – Egreja de N. S do Carmo

U – Escola primaria

Y – Estação telegraphica

X – Juizo Seccional

Y – Camara dos Deputados

Z – Escola Primaria

a – Supremo Tribunal de Justiça

b – Cemiterio

Ao Ex.mo Snr. Do.r Olympio da Silva Costa / Como prova de amizade e gratidão / O.D.C. / o Autor.

Convenções

[símbolo] Cidades

[símbolo] Villas

[símbolo] Arraiaes

[símbolo] Estradas

[símbolo] Limites do Estado

[símbolo] Limites de territorios contestado

O limite de Goyaz com o Pará está de accordo com o § 1°do alvará de 18 de Março de 1809 e do alvará de 25 de Fevereiro de 1814. O limite de Goyas com Mato-Grosso está traçado de accordo com o convenio de 1º de Abril de 1771 e com o parecer da Camara dos Deputados de 20 de Julho de 1864. A divisa oriental com o Estado de Minas, está de accordo com o alvará de 17 de Maio de 1815 e com a opinião unanime de geographos nacionaes e estrangeiros.

  1. DO RIO DE JANEIRO

Lith. Malafia Junior. Rua d´Assemblea, n. 73

Referências:

1 – CURADO, Bento A. A. J. Fleury. História da Geografia em Goiás. Disponível em: <http://www.dm.com.br/texto/143960-histaria-da-geografia-em-goias-xxxiii>. Acesso em: 26 set. 2013.

2 – MACIEL, Viviane Barros. Da Corte à Província, do Império à República, do Colégio Pedro II ao Liceu de Goiás: dinâmicas de circulação e apropriação da matemática escolar no Brasil, 1856-1918. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Campo Grande, 2012, p. 126. Disponível em: <http://www.edumat.ufms.br/gestor/titan.php?target=openFile&fileId=147> . Acesso em: 9 ago. 2013.

Fonte – Arquivo Nacional – Fundo Francisco Bhering

Medidas – 10 0 cm × 87 cm

Data – 1902

Localização – BR_RJANRIO_F4_0_MAP_0024_m0001

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