Governo do Distrito Federal
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Carta topográfica do país dos rios Claro e Piloens


 

 

Apresentação/Leitura paleográfica

 

 

 

 

O mapa indica os seis postos de guarda que fiscalizam a região de diamantes proibida de ser explorada pelos mineiros. Mostra, também, o roteiro seguido pela bandeira de Francisco Soares de Bulhões.

 

Segundo Isa Adonias, “promovendo os descobrimentos do ouro, em 1772, o Governador da Capitania de Goiás conseguiu que saísse de Jaraguá grande bandeira organizada às custas do Capitão Francisco Soares de Bulhões e por ele comandada, tendo por guia o ilhéu Urbano do Couto, que fora sócio do 2º Anhanguera em expedições anteriores. Tendo Urbano do Couto adoecido e não podendo seguir viagem, entregou a Bulhões um roteiro onde estavam localizadas as minas de ouro. Após 67 dias de marcha por meio de serras, matas e extensas campinas, a expedição chegou a um lugar denominado Fundão, nas paragens de um rio onde desaguavam diversos ribeirões. Escavações feitas ali revelaram a existência de ouro, conforme indicava o citado roteiro, porém o Capitão Bulhões suspeitando estar em região próxima das vertentes do rio Claro, portanto compreendida nas terras diamantinas proibidas, mandou, como fiel vassalo que era, suspender as escavações que tinham sido iniciadas. A expedição regressou, sem ter, assim logrado alcançar o fim desejado. Mais tarde, nova expedição foi organizada por determinação do Governador José de Almeida de Vasconcelos Soveral e Carvalho (1772-1778), a examinar se o lugar do Fundão estava ou não nas terras diamantinas proibidas. Incumbiu-se da missão, ainda, o Capitão Francisco Soares de Bulhões em companhia do ajudante Tomás de Souza”.1

 

Inclui rosa dos ventos. Aquarelada nas cores verde, amarela e preta. Relevo representado em forma pictórica.

 

 

Leitura paleográfica:

 

Carta Topographica do País dos Rios Claro, e Piloens que o Il.mo e Ex.mo S.nr Jozé de Almeida de Vasconsellos Governador, e Cap.m Gn.al da Cap.ta de Goyas mandou fazer, depois de mandar averiguar aquelle continente, naqual semostra, os lugares ou cadeya das guardas q. demarcão as terras Diamantinas, proibidas de se minerar nelas. Compriende tambem ajornada que fes Fran.c Soares de Bulhoens em junho de prez.te anno de 1772 buscando o descuberto de Urbano do Coitto.

 

A Primeira Guarda, B Segunda, C Terceira, D Quarta, E Quinta, F Sesta. 1 Villa Boa, 2 Lagoa dos Pasmados, 3 Fundão ou lugar do prometido descuberto de Urbano do Coito de donde retrocedeu Fran.co Soares, 4 Morro de Santo Antonio, 5 Quartel da Guarda do R.o Claro, 6 Pasaje chamada do Cuiabá.

 

 

Referências:

 

1 – ADONIAS, Isa. Mapas e Planos Manuscritos relativos ao Brasil colonial conservados no Ministério das Relações Exteriores (1500-1822). Ministério das Relações Exteriores, Serviço de Documentação, Rio de Janeiro, 1960, p. 662.

2 – ADONIAS, Isa; Furrer, Bruno. Imagens da formação territorial brasileira, Fundação Emílio Odebrecht, Rio de Janeiro, 1993.

3 – FARIA, Maria Dulce de. Catálogo da Coleção Cartográfica e Iconográfica Manuscrita do Arquivo Histórico Ultramarino. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia e Ciências Afins, 2011, p. 366.

4 – Catálogo de mappas, plantas, desenhos, gravuras e aguarellas / Castro e Almeida. N. 242.

 

 

Fonte – Arquivo Histórico Ultramarino

Medidas – 39,3 cm × 51,5 cm em folha 42,1 cm × 54,5 cm

Data – 1772

Localização – AHU_CARTm_008, D. 0872.

Anexo documento AHU_ACL_CU_008, Cx.027, D. 1715 – 1773, fevereiro, 12

A Mapoteca do Itamaraty e o Arquivo Histórico do Exército possuem uma cópia, com pequenas diferenças no título.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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