Governo do Distrito Federal
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26/09/17 às 15h24 - Atualizado em 26/09/17 às 15h24

Fundo Gladson da Rocha

 

 

1. Biografia

Nasceu no Espírito dos Santos em 5 de maio de 1923. Ainda jovem mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde conheceu artistas e intelectuais. Trabalhou em uma galeria de arte e livraria especializada em arte e arquitetura. Em 1947 foi para os Estados Unidos, onde viveu em Nova York e na Califórnia por algum tempo, fazendo amizade com Vinícius de Moraes, então Cônsul do Brasil em Los Angeles.

Apôs três anos na Califórnia, por sugestão de Vinícius de Moraes, atravessou a fronteira do México para resolver alguns problemas que tinha com a imigração americana. Primeiro morou em Guadalajara e depois se estabeleceu na Cidade do México. Para sobreviver vendeu livros de arquitetura, trabalhou em galeria de arte e fez cinema. Fez grandes amigos entre os arquitetos como Pedro Ramírez Vásquez, Teodoro González de Léon e o diplomata e crítico de arte, Horácio Flores Sanches. Na casa desse último conheceu Luz Maria, com quem se casou, tendo quatro filhos: Beatriz, Marcelo, Flávio e Lúcio.

Voltou ao Brasil em 1952 com a ideia de publicar uma revista de arquitetura. Três anos depois, com o apoio de Vital Brasil, conseguiu lançar o 1º número da Revista Brasil – Arquitetura Contemporânea. Interessado em cursar Arquitetura, voltou ao México após conseguir bolsa de estudos na Universidade Nacional Autônoma do México. Terminou o curso na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.

Ao deixar o México rumo ao Brasil, ainda em 1958, proferiu, com o patrocínio do Itamaraty, uma série de conferências sobre Brasília em vários países da América do Sul e Central. Ainda estudante no Rio, trabalhou no escritório do engenheiro e poeta Joaquim Maria Moreira Cardozo (1897 – 1978). Gladson da Rocha fez parte do time de Oscar Niemeyer que integrou o grupo de arquitetos no Departamento de Urbanismo e Arquitetura DUA – Novacap.

Permaneceu em Brasília até o golpe de 1964, viajando com a família para Londres, onde fora contratado por uma firma particular de arquitetos. Lá, por indicação do Lorde William Holford, um dos jurados que escolheram o projeto de Lucio Costa para Brasília, passou para o Ministry of Housing & Local Govement, onde participou da elaboração de diversos projetos de urbanismo para a construção das Novas Cidades do Reino Unido, permanecendo nesse Ministério até voltar ao Brasil.

Durante os dois anos em que ficou na Inglaterra, fez amizade com Pablo Neruda e proferiu palestras sobre Brasília na Escócia, País de Gales e na própria Inglaterra. Após essa fase, fixou-se em Brasília onde realizou diversos projetos como a Pirâmide da CEB, a principesca Casa Redonda, a atual sede da Comunidade Europeia, projetos residenciais, de embaixadas e de habitação de interesse social.

Foi diretor da primeira escola particular de Arquitetura e Urbanismo do DF, a FAUPLAC. Antes de morrer em agosto de 2007, foi condecorado com a Medalha de Cidadão Honorário de Brasília e Medalha do Mérito Profissional pelo CREA.

 

2. História Arquivística e Conteúdo

A partir do ano de 2013, o Arquivo Público do Distrito Federal recebeu várias visitas de Marcelo Montiel, filho do arquiteto Gladson da Rocha Pimentel. Nessas várias visitas, Marcelo Montiel doou ao ArPDF dossiês com correspondências, jornais, contratos e relatórios, além de dezenas de plantas arquitetônicas. Essa documentação está listada no Processo nº 151-000059/2015 de 22 de maio de 2015.

Em março de 2015, novamente o Arquivo Público recebeu visita de Marcelo Montiel o qual informou que, tendo em vista a mudança da família da casa onde o pai morava, encontrou rica documentação acumulada pelo arquiteto Gladson da Rocha Pimentel, a qual gostaria de doar ao órgão.

Na tarde do dia 30 de abril de 2015, servidores da Coordenação de Arquivo Permanente visitaram a residência e confirmaram a relevância da documentação. Finalmente, na tarde do dia 22 de maio de 2015, foi recolhida a documentação que, juntamente com a que fora doada no ano de 2013, faz parte do Fundo Gladson da Rocha. A listagem preliminar da documentação recolhida, nessa segunda doação, se encontra no Processo nº 151-000059/2015 de 22 de maio de 2015.

 Os documentos foram acumulados e produzidos durante toda a vida do arquiteto. A documentação contempla correspondências, folhetos, diários oficiais de nomeações e dispensas e até abreugrafias de trabalhadores de obras que supervisionou. As plantas arquitetônicas fazem referências, em sua maioria, a projetos elaborados para obras no Distrito Federal: embaixadas, plantas da pirâmide da CEB, na L2 Norte, residências particulares, ponte Costa e Silva, Clube do Exército, Casa Popular, fontes de Brasília, Banco do Brasil, Super-quadra 211 Norte, Torre de Televisão, Igreja Nossa Senhora de Nazaré.

 Há também projetos para cidades do entorno do DF e América Latina. O acervo bibliográfico compreende revistas de arquitetura e publicações referentes ao Distrito Federal. O conjunto iconográfico apresenta imagens da vida privada, de obras produzidas pelo arquiteto, maquetes e diapositivos, além de registros de viagens ao exterior e pelo interior do país.

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